Câmara quer projeto mais “light” contra nepotismo

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), decidiu levar a voto um projeto que proíbe o nepotismo no serviço público. A proposta transita pelos escaninhos do Legislativo há arrastados onze anos. Ainda assim, antes de saltar da gaveta para o plenário, está passando por um processo de lipoaspiração.

 

Em sua versão “light”, o projeto mantém a proibição de contratação de parentes até o terceiro grau (cônjuges, pais, filhos, tios e sobrinhos) em todo o serviço público. Mas permite a efetivação da parentela de quarto grau (primos e cunhados). Só na folha salarial da Câmara, estima-se que há 68 parentes enganchados.

 

O projeto proíbe a chamada “nomeação cruzada” – quando um político ou gestor público contrata o parente de outro e vice-versa. Mas mantém a “nomeação indireta” – quando agentes públicos conseguem encaixar parentes na folha de salários de outro poder.

 

Para o gosto dos políticos, porém, a proposta continuou “pesada”. Daí a nova dieta. Coube ao deputado Mannato conduzir a lipoaspiração porque foi ele quem presidiu a comissão de 2005. Chinaglia chamou-o ao seu gabinete e disse: “Sem acordo não passa”. Receia-se que, antes de ser votado, o projeto anti-nepotismo emagreça ainda mais.

Fonte: Blog do Josias.

Apagão aéreo: jornal desvenda o segredo


 Um levantamento preciso sobre as razões da crise da aviação comercial brasileira está circulando a partir de hoje.

Onde? Surpreendentemente no ‘Jornal do Senado’, edição semanal.

Alí a ‘crise’ está quantificada e ‘motivada’:

1 – O movimento de passageiros cresceu em ritmo acelerado nos últimos três anos (19% só em 2005);

2 – entre 2000 e 2006, o movimento de passageiros subiu de 41,7 milhões para 57,6 milhões;

3 – a frota de aviões despencou de 366 para 230, uma queda de 37%,

4 – só a Varig, que era a maior empresa aérea do país, perdeu 73 aeronaves e passou a operar com apenas 15;

5 – a TAM e a Gol passaram a responder por 86% da venda de bilhetes, caracterizando o chamado ‘duopólio’;

6 – em 2006, a margem de lucro da Gol foi de 15%, a da TAM, 7,6%. No mercado internacional, são raras as margens acima de 3% e a maioria das companhias americanas e européias registraram prejuizos no periodo.

7 – os aviões brasileiros, que até 2005 voavam apenas com metade da sua capacidade, têm hoje 72% de ocupação;

8 – o contingenciamento das verbas em infra-estrutura de controle aéreo, equipamentos e formação de equipes reduziu os investimentos nesses itens praticamente à metade.

Esses dados constam de discreto rodapé, na pagina dupla onde o ‘Jornal do Senado’ trata do assunto. Eles valem por uma CPI.

Fonte: Blog do Tão Gomes Pinto.

%d blogueiros gostam disto: