Na ONU Lula acusa ricos de “nacionalismo populista”

 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que os países ricos estão praticando um ”nacionalismo populista”, durante o seu discurso na abertura da Assembléia Geral da ONU, nesta terça-feira.

Os comentários do presidente foram uma menção às supostas exigências por parte dos países ricos para que as nações em desenvolvimento abram seus mercados, ao mesmo tempo em que dificultam o acesso dos emergentes aos seus próprios mercados e criam barreiras para a entrada de imigrantes de países pobres.

”Muitos dos que pregam a livre circulação de mercadorias e capitais são os mesmos que impedem a livre circulação de homens e mulheres, com argumentos nacionalistas – e até racistas – que nos fazem evocar – temerosos – tempos que pensávamos superados”, disse Lula.

O líder brasileiro voltou a lançar críticas contra os países ricos, ao falar da atual crise financeira que atinge os mercados globais.

”É inadmissível – dizia o grande economista Celso Furtado – que os lucros dos especuladores sejam sempre privatizados e suas perdas invariavelmente socializadas”, afirmou, acrescentando que o ”ônus da cobiça desenfreada de alguns não pode recair impunemente sobre os ombros de todos”.

Para Lula, ”a euforia dos especuladores transformou-se em angústia dos povos, após a sucessão de naufrágios financeiros que ameaçam a economia mundial”.

Fonte: BBC Brasil (Escrito por Magno Martins)

ONU: Lula chama barreiras comerciais de muros fascistas

 O presidente Lula afirmou hoje, no seu discurso na assembléia da ONU em Nova Yorque que, após a queda do muro de Berlim, “outros muros foram sendo construídos com enorme velocidade, sob argumentos nacionalistas ou mesmo fascistas”, referindo-se às barreiras comerciais impostas por países desenvolvidos, como “escandalosos subsídios” e tarifas.

O presidente afirmou que o sistema multilateral precisa ser adaptado ao século XXI e citou iniciativas firmadas entre os países em desenvolvimento – IBAS, BRICs – como exemplos de articulações diplomáticas bem sucedidas, que vêm colaborando para dar ao mundo uma “nova geografia política, econômica e comercial”.

Lula citou, ainda, a mediação brasileira na Bolívia e a missão de paz no Haiti para demonstrar o papel de liderança regional do país, visando ao assento permanente no Conselho de Segurança da ONU – que, segundo Lula, é uma “representação distorcida, congelada há seis décadas”. Elogiou, assim, a recente decisão da Assembléia Geral de iniciar as negociações para a reforma.

Por fim, lembrou os 60 anos da Declaração dos Direitos Humanos, a serem completados em dezembro deste ano, e o centenário de Josué de Castro, estudioso brasileiro do flagelo da fome e primeiro diretor da FAO, agência das Nações Unidas para a fome e a miséria.

Fonte: Site Último Segundo.)

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