Deputados não votam e prejudicam municípios brasileiros

O presidente da Confederação Nacional dos Municípios-CNM, Paulo Ziulkoski, ocupa espaço no programa Frente a Frente, para denunciar a Câmara dos Deputados que não vota medidas de interesse das prefeituras que vêm beneficiar a população no ítem saúde, com um projeto nesse sentido dormindo há anos sem votação. Ziulkoski lidera uma caravana de prefeitos que está em Brasília protestando contra o descaso, devendo amanhã, mais de 1.300 prefeitos estarem à frente da Câmara protestando e pressionando pela votação e aprovação da matéria.

Fonte: Blog do Magno.

Conhecimentos em Sustentabilidade – Uma tendência para todas as áreas

Segundo o relatório “Green Jobs: Towards Decent Work in a Sustainable, Low-Carbon World” (Empregos Verdes: rumo ao trabalho decente em um mundo sustentável e com baixas emissões de carbono), da Organização Internacional do Trabalho (OIT), O Brasil já possui mais de 1 milhão de empregos ligados ao desenvolvimento sustentável.

No entanto, não serão apenas os engenheiros, gestores e advogados ambientais, agrônomos, ecologistas, engenheiros florestais, entre outros profissionais verdes, que terão que trabalhar com sustentabilidade.

No futuro, os trabalhadores de todas as áreas da empresa deverão entender esse conceito e ter consciência do impacto ambiental de sua função.

No início da década de 90, o conceito de sustentabilidade ganhou força nas empresas, muito mais como uma discussão do que como prática.

Atualmente, a situação mudou, e elas começaram a se preocupar com a questão, fazendo uma leitura sistêmica dos negócios, seja hoje, seja no longo prazo.

“A questão de sustentabilidade permeia a gestão do negócio, do ponto de vista de governança corporativa, do alinhamento dos proprietários ou da gestão do negócio em si.

Isso envolve, de modo geral, a questão processual; a operação em si; a inovação de produtos, matérias-primas e embalagens; a seleção de fornecedores e, também, a maneira que a embalagem ou até mesmo a composição do produto podem interferir mesmo depois de consumido.

Então, percebe-se que essa questão é pra ser olhada por diversas perspectivas e usando diversos tipos conhecimentos. É um problema interdisciplinar”, explica Valter Faria, professor de sustentabilidade e negócios, da Brazilian Business School (BBS).

Essa preocupação aumentou ainda mais com a pressão que existe hoje da sociedade, como um todo, e do ponto de vista regulatório, como explica Valter. Se antes apenas os ambientalistas pressionavam as empresas, atualmente o consumidor começou a exigir selo de qualidade nos produtos, coleta seletiva, entre outras práticas sustentáveis.

“Uma empresa de refrigerante, por exemplo, depende do nível de reciclagem de sua embalagem. Não adianta ser apenas um produto econômico, rentável e fantástico se ele vai gerar um problema ambiental no futuro. A organização tem que se preocupar com a ida do produto e com a volta de sua embalagem”.

A pressão, no entanto, só tende a aumentar, já que até 2020 o conceito de sustentabilidade estará mais presente e mais na prática do indivíduo do que hoje, como conta Renata Spers, do Programa de Estudos do Futuro da FIA (Fundação Instituto de Adminstração).

“A preocupação estará mais próxima do profissional e da empresa, seja qual for sua atuação. É o conceito da sustentabilidade ganhando força. Hoje, isso pode estar mais informal dentro da organização ou realmente pode estar formalizado como uma carreira, de uma forma mais estruturada dentro da empresa e até mesmo como uma área.

Além disso, outra vertente aponta que dentro de grandes organizações, a sustentabilidade se tornará uma atividade formal”.

Isso explica os dados da pesquisa Carreiras do Futuro, realizada pelo Programa de Estudos do Futuro, entre outubro de 2008 e fevereiro de 2009, que apontou que, até 2020, empregos relacionados à sustentabilidade e programas ecológicos estarão muito consolidados.

“Num rol de 30 profissões emergentes, a que apareceu em primeiro lugar foi a de gerente de eco-relações. Essa pessoa deve se comunicar e trabalhar com consumidores, grupos ambientais e agências governamentais, desenvolvendo programas ecológicos de organizações”, aponta Renata, “hoje, existe um gerente de sustentabilidade, cuja atuação é muito mais técnica e ligada realmente àquela atividade ambiental.

Essa profissão deve evoluir de tal forma que esse profissional irá adquirir habilidade e uma visão mais ampla, para agregar, também, atividades como comunicação, conhecimento de leis e direitos nas áreas ligadas à ecologia, sustentabilidade, capacidade de maximizar os negócios da empresa, além de saber fazer o meio de campo entre a ela e a sociedade”.

Entretanto, a pesquisa apontou, também, que a tradicional profissão de engenheiro ambiental deve evoluir 81% até 2020, ficando à frente de outras atividades como relações internacionais, lazer e turismo, engenharia de alimentos, computação, farmácia e administração de empresas.

Além de engenharia ambiental, apareceram na pesquisa, atividades relacionadas a Engenharia de Alimentos e engenharia agronômica – ligadas à necessidade de um ambiente mais sustentável, à redução de problemas com descartes e, dentro do próprio desenvolvimento do produto, no processo, à redução de gases e outros poluentes.

Apesar do crescimento dessas profissões ligadas à questão da sustentabilidade, o professor Valter Faria, defende que, no futuro, todos os profissionais deverão compreender o conceito de sustentabilidade como uma relação interdependente que veio pra ficar.

“As atividades vão ser desenvolvidas com uma visão de interdependência diferente e vão trabalhar, cada vez mais, com uma compreensão melhor das relações entre as diversas atividades.

O que é um desafio hoje. As organizações têm uma falta de capacidade de diálogo entre os seus funcionários e de compreender as funções que não são as suas.

O financeiro, por exemplo, tem que conversar com a engenharia, que tem que conversar o recursos humanos e assim por diante. Isso tudo para procurar a melhor solução.

Os profissionais que tiverem essa capacidade de ver o todo e de achar a melhor solução de sua parte, mas respeitando e conhecendo os reflexos tanto dos processos antes de sua atividade, como depois, farão a diferença no futuro. Eles serão os profissionais do futuro”.

O professor da BBS explica, ainda, que as empresas perceberam que investir em sustentabilidade e, consequentemente, preparar o funcionário para isso, gera capital e menos gastos no futuro.

“As organizações querem os seus engenheiros pensando em inovação e produto, porque quando fazem uma embalagem usando mais material biodegradável ou diminuindo a quantidade de material colocado para preservar o produto, ela também está sendo mais econômica;

quando reutiliza subprodutos dentro da indústria, também está tendo que comprar menos matéria-prima, e assim por diante. Tudo isso, partindo de uma premissa de interdependência e sustentabilidade ao longo prazo, minimizando risco de operação, de atuação e, inclusive, de ineficiência”.

Por meio de outras pesquisas realizadas pelo Programa de Estudos do Futuro, Renata afirma que o Brasil já possui uma experiência muito grande e um ambiente propício para ter essas atividades muito desenvolvidas, além de uma vantagem em número de profissionais e suas experiências.

“Temos resultados que mostram que o Brasil apresenta de fato uma vantagem competitiva com relação, principalmente, a produção de novos combustíveis.

Tanto ele pode evoluir e se tornar referência para outros países por causa das competências, como pode ficar defasado se não tiver um programa de treinamento, uma atualização.

Muitas vezes, o nosso país perde oportunidades porque não preparou as pessoas adequadamente, além de não ter divulgado os programas e desenvolvido tecnologias. Então, existe sim a oportunidade hoje. A gente não pode se acomodar por causa disso e achar que está tudo resolvido”.

Fonte: Justiça Federal.

Lentidão do Judiciário ocorre por falta de estrutura

O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, criticou ontem (7) o funcionamento do sistema jurídico brasileiro, que segundo ele, é lento por falta de estrutura.

Veja o caso da Justiça Federal, por exemplo. Temos muitas ações de Previdência por conta de pequenos erros do INSS [Instituto nacional do Seguro Social].

Estas pessoas deveriam reclamar com o INSS, não com a Justiça. Há um mau funcionamento do sistema que prejudica o Judiciário”, disse após a abertura dos trabalhos da Semana Nacional da Conciliação, iniciativa que pretende fazer o máximo de acordos pelo quarto ano consecutivo.

De acordo com Mendes, o país não criou alternativas para resolver conflitos e, por isso, todos os problemas são resolvidos nos tribunais.

“Temos que mudar a cultura de recorrer sempre ao Judiciário, temos que buscar alternativas para resolver os problemas.”

Sem falar em metas, o ministro pontuou que há todo um esforço para reduzir o número de processos com por meio dos encontros de conciliação.

No ano passado, 305 mil audiências foram realizadas durante a semana em todo o país, com um percentual de sucesso de 44,3%.

Fonte: Jus Brasil

Mortes em confronto com as polícias de São Paulo e do Rio são execuções extrajudiciais, revela ONG

Rio de Janeiro – Relatório da organização não governamental (ONG) Human Rights Watch revela que muitos homicídios cometidos pela polícia do Rio de Janeiro e de São Paulo, relatados como legítima defesa, são execuções extrajudiciais. O documento também mostra que as polícias dos dois estados estão entre as que mais matam em todo mundo.

O documento Força Letal: Violência Policial e Segurança Pública no Rio de Janeiro e em São Paulo reúne provas que contradizem 51 dos mais de 11 mil casos registrados como auto de resistência seguido de morte pelos policiais, desde 2003. Em 33 casos, técnicas forenses vão contra as versões oficiais para os homicídios e em 17 mostram que a vítima recebeu um tiro à queima-roupa.

“Os policiais são autorizados a usar a força letal como o último recurso para se protegerem ou protegerem outros. Mas a noção de que esses homicídios seriam cometidos em legítima defesa ou seriam justificados pelos altos índices de criminalidade é insustentável”, afirmou o diretor da divisão das Américas da ONG, José Miguel Vivanco, em nota.

Segundo a Human Rights, as polícias do Rio de Janeiro e de São Paulo matam juntas mais de mil pessoas por ano em supostos confrontos. Comparativamente, em 2008, para cada pessoa que matou, a polícia fluminense prendeu 23 pessoas e em São Paulo, 348. Nos Estados Unidos, a polícia prendeu mais de 37 mil suspeitos para cada vítima.

Embora os números não estejam contabilizados, o relatório também chama atenção para as mortes cometidas por policiais fora do expediente, “frequentemente quando agem como membros de milícia no Rio ou em grupos de extermínio em São Paulo”.

A causa dos extermínios extrajudiciais, aponta o documento da Human Rights, são os sistemas de justiça penal nos dois estados que dependem de membros das próprias corporações para investigar as circunstâncias dos autos de resistência e que não conseguem responsabilizar os policiais por assassinato.

“Enquanto couber às polícias investigar a si mesmas, essas execuções continuarão. E os esforços legítimos de combater a violência serão enfraquecidos”, completa Vivanco.

Elaborado com dados coletados em dois anos de pesquisa, o relatório traz entrevistas com cerca de 40 autoridades da justiça criminal como promotores e procuradores, que também avaliam que as execuções extrajudicias nos dois estados são um problema generalizado.

Fonte: Jus Brasil

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